Verbos intransitivos – intransitive Verrbe

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Agora que já vimos o verbo de ligação sin, podemos passar a ver verbos de mais ação. Começaremos pelos verbos intransitivos, ou seja, aqueles que não são acompanhados de um objeto.

Veremos no momento apenas verbos regulares terminados em -e. Aos poucos será possível ver que existem diversas categorias de verbos que possuem uma conjugação regular à sua maneira.

Em hunsriqueano riograndense, a maioria dos verbos, no infinitivo, terminam em -e. Alguns, no entanto, terminam em -n. Veremos isso mais futuramente.

Para verbos regulares, a raiz é obtida removendo-se este -e final. Em seguida acrescenta-se as terminações apropriadas para cada pessoa. Veja alguns a seguir:

laafe (correr) schlofe (dormir) singe (cantar) brille (chorar)
ich laafe schlofe singe brille
du laafst schlofst singst brillst
äer, sie, es laafd schlofd singd brilld
meer laafe schlofe singe brille
deer laafd schlofd singd brilld
sie laafe schlofe singe brille

Como pode-se perceber, a primeira pessoa do singular e a primeira e a terceira pessoas do plural possuem todas a terminação -e, igual à do infinitivo. A terceira pessoa do singular e a segunda pessoa do plural possuem a terminação -d e a segunda pessoa do singular termina em -st, sendo a única que possui uma terminação exclusiva.

Vejamos algumas sentenças de exemplo:

Die Kinner brille.
Die Fraa singd.
De Mann laafd.
De Hund schlofd.
Das Medche singd.
Die Katze laafe.

Verbos intransitivos costumam ser acompanhados de advérbios que os descrevem:

Du laafst lamsam. – Tu corres devagar.
Ich laafe schnell. – Eu corro depressa.
Die Kinner brille noch. – As crianças ainda choram.
Meer schloofe sped. – Nós dormimos tarde.
Deer schloofd frih. – Vocês dormem cedo.
De Mann singd gud. – O homem canta bem.
Äer schlofd gud. – Ele dorme bem.
Die Fraae singe lamsam. – As mulheres cantam devagar.

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As cores – die Forrve

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Já vimos o uso do verbo sin para descrever algo ou alguém usando um substantivo, podendo assim identificar alguém como homem, mulher, criança, etc…

Mas podemos usar o verbo sin também para descrever as características de algo ou alguém usando adjetivos. Vamos apresentar alguns deles a seguir e, para isso, por que não começar pelas cores, que sempre foram adjetivos populares a serem aprendidos numa língua nova?

Abaixo, um quadro com as principais cores em hunsriqueano riograndense:

As cores – Die Forrve

Cores - Forrve

Das Blud is rod. – O sangue é vermelho.

Die Ransch is ranschegelleb. – A laranja é laranja.

De Dotter is gelleb. – A gema é amarela.

Die Gramm is grien. – A grama é verde.

De Himmel is blau. – O céu é azul.

Die Trauve sin rosch. – As uvas são roxas.

Die Blum is roserod. – A flor é rosa.

De Grund is braun. – O solo é marrom.

Die Esch is grau. – As cinzas são cinzas.

De Schnee is weis. – A neve é branca.

Die Kohl is schwarz. – O carvão é preto.

Como pode-se notar, tal como no alemão padrão, quando usados de forma predicativa, os adjetivos não variam.

Por hoje é só isso. Abaixo, os substantivos usados nas sentenças com seus gêneros e a forma plural entre parênteses:

das Blud (Blud) – sangue

die Blum (Blume) – flor

de Dotter (Dotter) –  gema de ovo

die Esch (Esche) – cinza(s)

die Gramm (Gramme) – grama

de Grund (Grind) – solo, terra, barro

de Himmel (Himmel) – céu

die Kohl (Kohle) – carvão

die Ransch (Ransche) – laranja

de Schnee (*) – a neve

die Traub (Trauve) – uva

* sem plural

 

 

Pronomes Pessoais e Verbo “sin” – Përsonalpronome un Verreb “sin”

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Agora que os gêneros e o plural foram apresentados, podemos partir finalmente para algo um pouco mais ativo: pronomes e verbos!

Pronomes Pessoais – Përsonalpronome

Número Pessoa Forma
Singular ich
du
3ª masculino er, där
3ª feminino sie, die
3ª neutro es, das
Plural meer
deer
sie, die

Como pode-se notar, as formas são parecidas com as do alemão padrão, com exceção da primeira e da segunda pessoas do plural. Além disso, a terceira pessoa do singular e do plural possui uma forma idêntica à dos artigos definidos correspondentes e é inclusive mais comum na fala coloquial do que as formas “clássicas”.

O verbo “sin” – Das Verreb “sin”

O verbo em hunsriqueano riograndense corresponde a ser ou estar é sin. Sua conjugação no presente está exposta no quadro a seguir:

Pessoa Verbo
ich sin, bin
du bist
äer, dä is
sie, die is
es, das is
meer sin
deer seid
sie, die sin

A  forma do verbo na primeira pessoa do singular é normalmente sin, mas pode ocorrer em bin quando falantes tentam soar mais formais, sendo este caso provavelmente por influência do alemão padrão.

Alguns exemplos de sentenças:

Ich sin en Mann. – Eu sou um homem.
Du bist en Fraa. – Tu és uma mulher.
Sie sin Kinner. – Eles são crianças.
Meer sin Menner. – Nós somos homens.
Deer seid Fraae. – Vocês são mulheres.
Sie is en Kind. – Ela é uma criança.
Er is en Fatter. – Ele é um pai.
Die sin Amigos. – Eles são amigos.
Es is en Bild. – É uma figura.
Die is en Mutter. – Ela é uma mãe.
Meer sin en Familie. – Nós somos uma família.
Där is en Bauer. – Ele é um fazendeiro.
Ich sin die Braut. – Eu sou a noiva.

O plural – De Plural

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Agora que já vimos os três gêneros do hunsriqueano riograndense e seus respectivos artigos, podemos partir para o plural.

Assim como no alemão, os três gêneros do hunsriqueano riograndense são indistintos, comportando-se como se fossem um gênero só. O artigo definido do plural é die.

de Mann > die Menner
die Fraa > die Fraae
das Kind > die Kinner

Devido a isso, quando levamos em conta questões de declinação, podemos considerar o hunsriqueano riograndense como apresentando quatro gêneros: masculino, feminino, neutro e plural.

Passando os substantivos para o plural – Die Substantive in de Plural dun

A regra para passar um substantivo do singular para o plural é: caos, não há uma regra específica!

Sim, é similar ao que vemos com o alemão. Não existe nenhuma maneira de saber ao certo, apenas pela palavra, como sua forma no plural será. Mesmo assim, veremos os tipos de mudanças que podem acontecer:

1. Não ocorre mudança: a forma no singular e no plural é a mesma. Essa (falta de) mudança é comum em substantivos masculinos e neutros e praticamente inexistente em substantivos femininos:
das Been > die Been (perna, pernas)
das Zeich > die Zeich (roupa, roupas)
das Wachs > die Wachs (cera, ceras)
de Bauer > die Bauer (fazendeiro, fazendeiros)
de Wind > die Wind (vento, ventos)
die Familie > die Familie (família, famílias)

2. Acrescenta-se uma terminação -e. Essa mudança é comum em substantivos femininos, sendo na verdade a regra para a grande maioria deles, e é pouco frequente em substantivos masculinos e neutros, mas não completamente inexistente:
die Fraa > die Fraae (mulher, mulheres)
die Katz > die Katz(gato, gatos)
die Äerd > die Äerde (terra, terras)
die
Beer > die Beer(“berry”, “berries”)
de Aff > die Affe (macaco, macacos)
das Bapier > die Bapier(papel, papéis)
Obs.: Se a palavra terminar em -er ou -el precedido de qualquer letra que não E ou I, o acréscimo do -e final remove o -e anterior:
die Sicheldie Sichle (foice, foices)
die Schwesderdie Schwesdre (irmã, irmãs)

3. Acrescenta-se uma terminação -er. Essa mudança é encontrada somente em substantivos neutros.
das Kind > die Kinner (criança, crianças)
das Bett > die Better (cama, camas)
das Eu > die Euer (ovo, ovos)
das Bild > die Bilder (figura, figuras)

4. Ocorre o fenômeno de Umlaut: a vogal na raiz da palavra é alterada para uma vogal anterior. Se a vogal for O, vai sempre ser alterada para E; se for U, sempre para I… Agora se ela for A, pode se tornar E ou Ä, sendo que Ä ocorre caso o A seja seguido de um R mudo… O ditongo AU também muda para EI. Não ocorre em substantivos neutros.
de Baam > die Beem (árvore, árvores)
de Fatter > die Fetter (pai, pais)
de Gaarte > die Gäärte (jardim, jardins)
de Zugh > die Zigh (trem, trens)
die Mutter > die Mitter (mãe, mães)
die Brust > die Brist (peito, peitos)
die Braut > die Breit (noiva, noivas)

5. Umlaut + acréscimo de -er. É comum em substantivos masculinos e neutros e não ocorre em femininos.
de Mann > die Menner (homem, homens)
de Dach > die Decher (telhado, telhados)
das Buch > die Bicher (livro, livros)
das Daal > die Deeler (vale, vales)
das Glaas > die Gleeser (copo, copos)

6. Acrésimo de -s em algumas palavras emprestadas do português ou outras línguas.
das Auto > die Autos (carro, carros)
de Amigo > die Amigo(amigo, amigos)

7. A terminação -a é trocada por -e. É rara.
die Sojadie Soj(soja, sojas)
die Pilliadie Pilli(pilha, pilhas)

Algumas palavras possuem mais de uma forma possível para o plural, sendo uma mais conservadora, mas menos frequente, e outra mais comum. Exemplos:
de Aarem > die Äärem, Aarme (braço, braços)
die Wand > die Wend, Wanne (parede, paredes)
die Ax > die Ex, Axe (machado, machados)

Existem também alguns poucos plurais irregulares. As palavras mais comuns que os apresentam são:
das Blaatdie Bletter (folha, folhas)
das Raatdie Retter (roda, rodas)

Os gêneros – Die Geschlechter

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Assim como o alemão padrão, o hunsriqueano riograndense possui três gêneros: masculino (männlich), feminino (weiblich) e neutro (sechlich).

Diferente do português, onde a maioria dos substantivos terminados em -o é masculina e terminados em -a é feminina, um padrão assim não pode ser percebido em hunsriqueano riograndense. A única maneira segura de identificar o gênero de um substantivo é através do artigo que o acompanha, da mesma maneira como ocorre no alemão padrão.

Vamos conhecer então os artigos:

Artigos definidos – bestimmde Artikel

Masculino: där /tɛː/ (forma enfática), de /tə/ (forma átona, mais frequente)
de Mann /tə man/- o homem
de Hund /tə hunt/ – o cão
de Leffel /tə ˈlefl̩/ – a colher

Feminino: die /tiː/ (forma enfática), die /ti/ (forma átona, não distinta na escrita)
die Fraa /ti fɾɔː/ – a mulher
die Katz /ti kʰat͡s/ – o gato
die Gawel /ti ˈkaʊ̯l̩/ – o garfo

Neutro: das /tas/ (forma enfática), das /tɐs~təs/ (forma átona, não distinta na escrita)
das Kind /tas kʰint/ – a criança
das Schof /tas ʃoːf/ – a ovelha
das Messer /tas ˈmesa/ – a faca

Artigos indefinidos – unbestimmde Artikel

Diferente do artigo definido, que possui uma forma para cada gênero, para o artigo indefinido, as três formas a princípio são iguais:
en Mann /n̩ man/ – um homem
en Fraa /n̩ fɾɔː/ – uma mulher
en Kind /n̩ kʰint/ – uma criança

Quando enfatizado, sua pronúncia torna-se /eːn/:
en Mann /eːn man/ – um homem
en Fraa /eːn fɾɔː/ – uma mulher
en Kind /eːn kʰint/ – uma criança

Pode-se saber o gênero de alguma outra forma? – Kam-ma das Geschlecht sonstwie wisse?

Mas então… nem mesmo uma pista para saber o gênero?

Bem, existem alguns casos em que o gênero pode ser definido, especialmente se for feminino! Todas as palavras terminadas com em <-ung>, <-erei> e <-heit> ou <-keit> são femininas:

ung: usado para substantivizar verbos. Corresponde a terminações como -ação, -agem e -mento do português.
die Bedeitung /ti pəˈtaɪ̯tuŋ/ – o significado. [a partir de bedeite /pəˈtaɪ̯tə/, significar]
die Deelung /ti ˈteːluŋ/ – a divisão, o compartilhamento. [a partir de deele /ˈteːlə/, dividir, compartilhar]
die Zehlung /ti ˈt͡seːluŋ/ – a contagem. [a partir de zehle /ˈt͡seːlə/, contar]

-erei: usado para indicar condições, situações ou locais. Corresponde a terminações como -aria, -ice, -ouro, -eira do português.
die Beckerei /ti pekəˈɾaɪ̯/ – a padaria. [a partir de Becker /ˈpeka/, padeiro; backe /ˈpakə/, assar]
die Brillerei /ti pɾiləˈɾaɪ̯/ – a choradeira. [a partir de brille /ˈpɾilə/, chorar]
die Schweinerei /ti ʃvaɪ̯nəˈɾaɪ̯/ – a porquice, a porcaria. [a partir de Schwein /ʃvaɪ̯n/, porco]

-heit/keit: usado para indicar características, substantivizando adjetivos. Corresponde a terminações como -(i)dade, -ez, -eza, -ice do português.
die Dummheit /ti ˈtumhaɪ̯t/ – a burrice, a estupidez. [a partir de dumm /tum/, idiota, burro, estúpido].
die Dunkelheit /ti ˈtuŋkl̩haɪ̯t/ – a escuridão. [a partir de dunkel /ˈtuŋkl̩/, escuro].
die Evichkeit /ti ˈeːviçkʰaɪ̯t/ – a eternidade. [a partir de evich /ˈeːviç/, eterno].

(Observação: alguns falantes substituem o ditongo /aɪ̯/ nesta terminação por /eː/, o que provavelmente reflete uma pronúncia mais próxima do original. Desta forma as palavras acima seriam grafadas Dummheet, Dunkelheet, Evichkeet).

Além disso, qualquer palavra com a terminação <-che>, usada para formar diminutivos, é neutra.
das Medche /tas ˈmeːtçə/ – a menina
das Feilche /tas ˈfaɪ̯lçə/ – a violeta
das Kaninche /tas kʰaˈniːnçə/ – o coelho

Exceto por esses casos, o gênero de praticamente qualquer outra palavra parece aleatório. Outras regras poderiam ser expostas, mas envolveriam extensas explicações gramaticais e etimológicas dos termos, o que não parece apropriado, ao menos no momento.

Para aqueles que sabem o alemão padrão, ou pelo menos possuem algum conhecimento do idioma, saber o gênero pode ser mais fácil, já que ele coincide para quase todas as palavras nos dois idiomas.

Cumprimentos e outras expressões – Gris un annre Ëxprëssione

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Para começar de uma vez com algo mais prático e ensinar um pouco a falar o hunsriqueano riograndense, vamos começar pelo que é de praxe no aprendizado de línguas: cumprimentos e expressões.

Oi! – Oi!
/oɪ̯/

Tschau! – Tchau!
/t͡ʃaʊ̯/

Gummeuend! – Bom dia!
/kuˈmɔɪnt/
(gure(n), bom + Meunt, manhã. A evolução deve ter sido algo como Gurenmeunt > Gu’nmeunt > Gummeunt)
Variação: Gummeue!
/kuˈmɔɪ̯ə/

Gundach! – Boa tarde!
/kunˈtax/
(gure(n) + Daagh, dia. O “Daagh” aqui teve sua vogal encurtada. Gurendaagh > Gu’ndach > Gundach)

Gunohmd~Gunovend! – Boa noite! (na chegada)
/kuˈnoːmt/
(gure(n) + Ohmd/Ovend, noite, entardecer. Gurenohmd/Gurenovend > Gu’nohmd/Gu’novend > Gunohmd/Gunovend)

Gunacht! – Boa noite! (na despedida)
/kuˈnaxt/
(gure + Nacht, noite. Gurenacht > Gu’nacht > Gunacht)

 

Alles gud? – Tudo bem?
/ˈaləs ˈkuːt/
(Calque do português)

 

Danke scheen! – Obrigado!
/ˈtaŋkə ʃeːn/

Bitte – Por favor
/ˈpitə/

Bitte scheen! – De nada!
/ˈpitə ʃeːn/
(Uma forma jocosa de responder a “Danke scheen” é dizendo “Bist aach scheen!” (Também és bonito!) )
/ˈpiʃt ɔːx ʃeːn/

Net notwennich! – Não há de quê!
/net ˈnoːtˌvɛniç/
(Outra resposta possível a “Danke scheen”, literalmente significa “não (é) necessário”).

 

Entschuldich mich! – Desculpe-me!
/ɛntˈʃuldiç miç/

Es dud meer Leed. – Sinto muito.
/əs tuːt m(eː)a leːt/

Gesundheit! – Saúde!
/kəˈsunthaɪ̯t/
(Para quando alguém espirra)

 

Ia ou Jo – Sim
/ˈiːa/, /joː/
(“Jo” costuma indicar uma resposta mais enfática)

Nee – Não
/neː/

Jawohl! – Claro! Com certeza!
/jaˈvoːl/

Jo dann. – Ok, então tá.
/joː tan/

O processo de lenição secundária – De Nevelënizionprocess

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Além do processo de lenição de B e D, discutido anteriormente, o hunsriqueano riograndense também costuma sofrer um processo secundário de lenição. Esta lenição, porém, não é fonêmica, ou seja, ela não interfere na compreensão das palavras e não é obrigatória.

Basicamente ela consiste numa sonorização (“voicing”) de consoantes surdas quando em posição pós-tônica, especialmente se seguidas de vogal ou líquida <l, r> e é mais frequente em fala rápida. Apesar de se tornarem mais sonoras que a versão sem lenição, elas costumam não se tornar tão sonoras quanto suas contrapartes sonoras em outras línguas.

Tentemos deixar isso mais claro:

As consoantes afetadas por esta lenição secundária são /p, t, k, f, s, ʃ, x~ç/.

Sofrendo a lenição, elas se tornam levemente sonoras, o que seria foneticamente melhor representado por [p̬, t̬, k̬, f̬, s̬, ʃ̬, x̬~ç̬] do que por [b, d, g, v, z, ʒ, ɣ~ʝ], já que a pronúncia não é tão sonora quanto destas. Como esta lenição não é fonêmica e nem mesmo obrigatória, ela não é representada na ortografia desenvolvida por mim, nem nas ortografias de Wiesemann e de Altenhofen et al.

Abaixo um exemplo para cada consoante, com a pronúncia plena e a pronúncia sofrendo lenição:

/p/: [p] > [p̬]
Tappes: [ˈtʰapəs] > [ˈtʰap̬əs]

/t/: [t] > [t̬]
bete: [ˈpeːtə] > [ˈpeːt̬ə]

/k/: [k] > [k̬]
packe: [ˈpakə] > [ˈpak̬ə]

/f/: [f] > [f̬]
laafe: [ˈlɔːfə] > [ˈlɔːf̬ə]

/s/: [s] > [s̬]
heese: [ˈheːsə] > [ˈheːs̬ə]

/ʃ/: [ʃ] > [ʃ̬]
husche: [ˈhuʃə] > [ˈhuʃ̬ə]

/x/: [x] > [x̬]
Foghel: [ˈfoːxl̩] > [ˈfoːx̬l̩]

/ç/: [ç] > [ç̬]
weche: [ˈveçə] > [ˈveç̬ə]

Lembre-se de que esta lenição não é essencial e falantes tendem a fazê-la apenas em fala rápida. Sua apresentação aqui tem o intuito apenas de esclarecer este ponto da fonética do idioma, já que às vezes uma palavra pode soar para um falante de português como possuindo uma oclusiva ou fricativa sonora devido a este fenômeno.